segunda-feira, 21 de junho de 2010

Sons

Acordei ao som do despertador do meu celular, que tem um toque meio erótico (quem tem o Corby da samsung sabe do que eu to falando), e fui logo abrindo a janela do meu quarto. O som dos grilos, misturado ao som dos carros, junto à voz da minha mãe chamando as minhas irmãs encheram os meus ouvidos e fizeram minha alma despertar também. Entrei no carro, ouvi o motor descongelando depois de uma noite gelada, e logo em seguida, liguei o som e comecei a ouvir as noticias da manhã. Minhas irmãs discutindo sobre quem é o garoto mais bonito da escola não me soou desagradável, mas sim cômico. A adolescência é uma fase confusa, mas é boa. Depois de alguns minutos, minha irmã emite um som agudo, implorando pra que eu mude de rádio e torne o ambiente mais musical. Decidi colocar o cd do coldplay, e logo os animos foram se acalmando. A buzina, o funk no carro do playboy (às 6h45 da manhã), a respiração da minha irmã cochilando, tudo parecia mais sonoro e soava como música aos meus ouvidos. Tem dias que a minha audição está mais aguçada, e eu consigo ouvir até mesmo os pensamentos alheios. A música vai além dos sons. A música se manifesta pelo olhar, pelo toque, pelo silêncio. Por várias vezes, eu precisei de nenhuma palavra para cantar versos lindos a alguém. Em muitas ocasiões, dei gritos sem nem sequer abrir a boca. A música tá dentro de mim, tá dentro de você. A sua música que precisa ser escutada de vez em quando, que acaba sendo sufocada pelos ruídos das preocupações do dia-a-dia.
Chego tão cedo à escola das minhas irmãs, que nem se quer o porteiro havia aberto o portão. Tivemos tempo de tirar um cochilo, e eu pude ouvir a som da preguiça, que pede pra voltar pra casa e continuar durmindo. Mas, logo o barulho do portão se abrindo despertou a música do compromisso que cantava a importância de ir estudar. Fui chamada por ela também, e logo fui para a faculdade. Sons e mais sons. Conversas,risos,desabafos,fofocas,matéria,cola,letras,letras e letras. No silêncio das palavras no papel, eu pude escutar discursos e ideias. Carros, locutor, lady gaga, beyonce, música clássica, coldplay. Enfim, o som mais agradável de todos. O som sereno do meu lar, a voz doce da minha mãe, a música que exala a comida da minha progenitora. E durante todo o meu dia, a música não parou, pois ela nunca vai parar. Nem mesmo depois do fim, pra todos os segundos de nossas vidas, a música não deve, nem vai parar. Porque a música tá dentro de você. Tente ouvi-la.
Beijos, queridos.

Um comentário:

  1. "Em muitas ocasiões, dei gritos sem nem sequer abrir a boca"... lindo!

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